Posted by: APO | 5 August 2015

As organizações de petróleo e gás africanas fazem planos inquérito da PwC para uma retoma dos preços do petróleo:


As organizações de petróleo e gás africanas fazem planos inquérito da PwC para uma retoma dos preços do petróleo:

No geral, a atividade no setor do petróleo e gás em todo o continente africano diminuiu na sequência do declínio do preço do petróleo no final de 2014.

CAPE-TOWN, South-Africa, August 5, 2015/African Press Organization (APO)/

  • 93% dos inquiridos espera que a faixa de preços do petróleo bruto Brent se situe entre 50 USD e 80 USD em 2015;
  • 90% dos inquiridos espera que a faixa de preços se situe entre 60 USD e 90 USD em 2016; e
  • 87% dos inquiridos espera que a faixa de preços se situe 60 USD e 90 USD em 2017.

No geral, a atividade no setor do petróleo e gás em todo o continente africano diminuiu na sequência do declínio do preço do petróleo no final de 2014. “Ao mesmo tempo que o preço do petróleo provocou uma diminuição da atividade, este também serviu como chamada de atenção para muitos governos africanos, os quais têm vindo a trabalhar arduamente na aprovação de legislação favorável para o petróleo e gás, com o objetivo de atrair investimento para o setor”, afirma Chris Bredenhann, Líder em Consultadoria para o setor do Petróleo e Gás da PwC Africa (http://www.pwc.com). Países como o Quénia, África do Sul e Tanzânia têm olhado seriamente para a legislação atualmente em vigor com o objetivo de a tornar mais interessante para os investidores.

Logo: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/logos/pwc.png

Photo: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/photos/chris-bredenhann1.jpg (Chris Bredenhann, PwC Africa Oil & Gas Advisory Leader)

A baixar o relatório ‘Oil and Gas Review 2015’: http://www.apo-mail.org/PWC-Oilandgasreport2015.pdf

O relatório da PwC, “Africa oil & gas review, 2015″ (Análise sobre o petróleo e gás de África, 2015), analisa o ocorrido nos últimos 12 meses no setor do petróleo e gás nos maiores mercados e nos mercados emergentes africanos. À medida que os preços do petróleo desciam em 2014, a resposta do setor teve um alcance mais alargado com a redução significativa de efetivos e outras medidas de corte dos custos. Os orçamentos de capital também foram reduzidos e a atividade de exploração na área de fronteira diminuiu. “Apesar de ser necessária uma resposta a um declínio tão drástico, temos visto as organizações mais bem-sucedidas a dedicarem tempo à sua redefinição, à elaboração de novas estratégias e a fazerem planos para a retoma dos preços, o que acabará por acontecer inevitavelmente. África não deverá ser exceção uma vez que muitas operações de exploração na área de fronteira dependem do continente”, acrescenta o Sr. Bredenhann.

No final de 2014, África possuía reservas comprovadas de gás natural com uma dimensão ligeiramente inferior a 500 triliões de pés cúbicos (Tcf), sendo que 90% da produção anual de gás natural do continente continua a ser proveniente da Nigéria, Líbia, Argélia e Egito.

Crescimento e desenvolvimento

Os principais desafios identificados pelas organizações do setor do petróleo e gás permanecem largamente inalterados, em que os três principais problemas são a estrutura normativa incerta, a corrupção e infraestruturas físicas fracas, e que foram também identificados como os principais desafios em 2014. A estrutura normativa incerta permanece como sendo uma preocupação em todo o setor, em que mais de 80% dos inquiridos provenientes da Tanzânia identificou a incerteza regulamentar como o principal desafio que enfrentam no negócio. Outros países cujos inquiridos mostram preocupação com a incerteza regulamentar incluem a Nigéria, Quénia e Angola.

A inadequação da infraestrutura básica ocupou lugares mais cimeiros na análise atual comparativamente a 2013. As áreas em que as infraestruturas permanecem limitadas têm mais probabilidade de ver o desenvolvimento de descobertas existentes bloqueado, a menos que haja necessidade do recurso a nível interno.

As organizações identificaram o preço do petróleo e do gás natural como o fator mais significativo que afetará os negócios das suas empresas ao longo dos próximos 3 anos. “Não é surpreendente dada a atual incerteza em torno do mercado”, afirma o Sr. Brendenhann. Também acrescenta: “Felizmente, os operadores do setor olham para além dos preços atuais quando fazem planos a longo prazo”. Os resultados do relatório demonstram que uma percentagem elevada de 90% dos inquiridos espera que o preço do petróleo aumente gradualmente ao longo dos próximos três anos.

As competências dos colaboradores e a retenção das competências estão classificadas como o segundo fator mais provável de causar impacto no negócio ao longo dos próximos três anos. O ativismo comunitário/social, a instabilidade e os eventos políticos imparáveis, classificados em quarto lugar, são uma preocupação digna de registo no setor do petróleo e gás. As organizações de África do Sul, Moçambique, Nigéria e Quénia, em particular, esperam que o ativismo comunitário/social, a instabilidade e os eventos políticos imparáveis tenham um impacto significativo no seu negócio.

A gestão de ativos e a otimização também permanecem como principais áreas de centralização estratégica para as empresas de petróleo e gás ao longo dos próximos três anos.

Financiamento e investimento

Depois da corrida às rondas de licitação que ocorreram em 2014, os anos de 2015 e 2016 parecem que serão comparativamente mais calmos pois espera-se que haja apenas meia dúzia de rondas de licitação. Isto deve-se em parte ao turbilhão de rondas de licitação existentes nos dois anos anteriores e à consolidação destes acordos em conjunto com preços mais baixos do petróleo e com um interesse menor no que diz respeito ao investimento.

Enquanto parece que o colapso temporário está a recuar, os governos africanos têm-se direcionado no sentido de promulgar e ratificar regulamentos relativos ao setor do petróleo e gás e que têm como objetivo encorajar a rentabilidade dos ativos, ao mesmo tempo que afastam as incertezas políticas.

Apesar da atividade de fusões e aquisições (M&A) ter sido baixa em 2014/15, cerca de um quinto dos inquiridos foram alvo de aquisições e um terço dos inquiridos efetuou ou tenciona efetuar aquisições de empresas. Isto sugere que poderá ser esperado um aumento na atividade de M&A num futuro próximo.

41% das empresas de energia e petróleo (E&P) afirmou que irá investir no desenvolvimento de programas de perfuração ou exploração, o que é significativamente mais baixo do que o registado em 2014, quando 70% relatou que este era um ponto de centralização estratégica principal.

Combater a fraude e a corrupção

Mais de 98% das organizações indicaram que têm em vigor um programa antifraude e anticorrupção – e destes, mais de 60% acredita que o programa é muito eficaz a prevenir e/ou a detetar a fraude. Apenas 8% dos inquiridos indicaram que não têm um programa de conformidade.

Mais de 43% dos inquiridos indicaram que a fraude e a corrupção teriam um efeito grave sobre o seu negócio. Representantes governamentais continuam a estar envolvidos em diversas atividades fraudulentas em todo o continente. As pesquisas recentes levadas a cabo pela PwC demonstram que o suborno e a fraude em aquisições permanecem como os principais tipos de crimes económicos nos setores mais amplos da energia, exploração mineira e recursos. Apesar da fraude generalizada, alguns governos em todo o continente têm feito esforços significativos para aumentar a transparência no setor.

Sustentabilidade

No clima económico atual, as empresas de petróleo e gás procuram aumentar o potencial de produção através da melhoria de eficiências e da excelência operacional. Adicionalmente, estas também procuram explorações e como encontrar novos recursos, como uma alternativa para a sustentabilidade. A grande maioria dos inquiridos (71%) relatou que estarão atentos às medidas de redução de custos formais durante os próximos três anos. Na medida em que os negócios estão a considerar outras medidas para garantir a sua sustentabilidade para além de valorizarem os recursos naturais, estes também esperam que o preço das matérias-primas aumente no futuro. E, apesar do desenvolvimento em fontes de energia renováveis e alternativas em todo o continente africano, os inquiridos não esperam que a procura por estes recursos tenha um impacto significativo nos negócios do petróleo e gás ao longo dos próximos três anos.

Estrutura normativa

A presença de uma estrutura normativa incerta é um dos grandes problemas do desenvolvimento do negócio do petróleo e gás em África. A estrutura normativa incerta de África de Sul para o setor do petróleo e gás deve-se principalmente a mandatos incertos e sobrepostos entre o governo e as empresas detidas pelo estado. Para além disso, a execução da Lei para o Desenvolvimento dos Recursos Minerais e do Petróleo (MPRDA) tem levantado vários desafios de conformidade no setor, principalmente resultantes de novos requisitos introduzidos diretamente pela Lei.

Adequado para 50 USD

As organizações esperam que o preço do petróleo bruto Brent aumente ao longo do período de três anos, apesar de que, se permanecer na faixa de preços dos 30 USD, será razoavelmente consistente. Uma percentagem elevada de 93% dos inquiridos espera que a faixa de preços se situe entre 50 e 80 USD em 2015; 90% dos inquiridos espera que esta se encontre entre os 60 e 90 USD em 2016; e 87% dos inquiridos espera que a faixa de preços varie entre 60 e 90 USD em 2017.

A volatilidade e, em particular, o baixo preço do petróleo foram salientados como sendo os fatores mais importantes que afetam o setor, com mais de 50% das empresas de E&P e não E&P a considerarem que as flutuações de preços têm um impacto elevado ou muito grave nos seus negócios.

Os inquiridos também têm incertezas sobre o que esperar relativamente aos custos de aquisição de áreas de exploração/licenças. Pouco mais de um terço (36%) acredita que os custos das áreas de exploração irão aumentar, especialmente no Quénia e em Moçambique. Os inquiridos em mercados desenvolvidos, tal como a Nigéria e Angola, esperam que os custos das áreas de exploração diminuam, uma vez que as avaliações das potenciais reservas são afetadas pelo preço do petróleo.

Adicionalmente, os resultados do inquérito demonstram que há a expectativa de que o ambiente competitivo passe por uma mudança, com mais de 50% dos inquiridos a partilharem esta opinião.

“O declínio do preço do petróleo, a falta de competências e as estruturas normativas incertas colocaram o setor do petróleo e gás no continente africano em sérias dificuldades. O efeito combinado destes desafios coloca um peso aumentado sobre a atividade de exploração e as economias que dependem fortemente das receitas do petróleo e gás, os quais podem ter impactos socioeconómicos ainda mais alargados como resultado”.

“Com a atividade reduzida, esta é a altura ideal para as empresas abordarem os desafios relacionados com a condução de negócios em África. É necessário um planeamento estratégico para que exista uma presença continuada e rentável no continente. Os operadores que emergem quando o preço do petróleo recupera serão motores ágeis que estão prontos para assumirem o controlo do mercado”, conclui o Sr. Bredenhann.

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Contactos:

Chris Bredenhann: Líder em Consultadoria para o setor do Petróleo e Gás da PwC Africa

Escritório: + 27 21 529 2005

E-mail: chris.bredenhann@za.pwc.com

OU

Jocelyn Newmarch: Gestor de Conta: Edelman, África do Sul

Escritório: + 27 11 504 4000

Telemóvel: + 27 84 462 1111

E-mail: Jocelyn.Newmarch@edelman.com

OU

Sanchia Temkin: Responsável pelos relacionamentos com a Comunicação Social, PwC

Escritório: + 27 (0) 11 797 4470

E-mail: sanchia.temkin@za.pwc.com

Sobre a PwC:

A PwC ajuda as organizações e as pessoas na criação do valor que procuram. Somos uma rede de empresas presente em 157 países com mais de 195.000 colaboradores que estão empenhados em prestar serviços de qualidade em auditoria, fiscalidade e consultadoria. Saiba mais e conte-nos o que é importante para si, visitando-nos em http://www.pwc.com

PwC refere-se à rede PwC e/ou a uma ou mais das suas empresas membro, em que cada uma delas é uma entidade legal distinta. Por favor, consulte http://www.pwc.com/structure para obter mais informações.

SOURCE

PricewaterhouseCoopers LLP (PwC)



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