Posted by: APO | 30 July 2015

África 2020 apresenta oportunidades entusiasmantes para os gestores de ativos: Relatório da PwC


África 2020 apresenta oportunidades entusiasmantes para os gestores de ativos: Relatório da PwC

O relatório, denominado Gestão de Ativos em África 2020, é um estudo aprofundado que examina o setor da gestão de ativos em 12 países africanos

JOHANNESBURG, South-Africa, July 30, 2015/African Press Organization (APO)/ Uma nova pesquisa da PwC (http://www.pwc.com) estima que os ativos sob gestão (AuM) tradicionais em 12 mercados em toda a África aumentarão para cerca de 1.098 mil milhões de dólares até 2020, levando em consideração o valor de 293 mil milhões de dólares relativo a 2008. Isto representa uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de praticamente 9,6%. A gestão de ativos tradicionais, em particular o setor de fundos mútuos, está a expandir-se maciçamente em África. Esta situação será sobretudo conduzida por diversos fatores: o crescimento económico e o subsequente aumento na riqueza irão estimular a procura por produtos de pensões e seguros de vida, a procura por fundos de investimento pequenos irá aumentar consequentemente e a adoção generalizada da tecnologia fará com que a oferta de novos produtos seja mais barata, levando mais consumidores para o setor financeiro formal.

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Download the report : http://www.apo-mail.org/150730PwC-report.pdf
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(Ilse French, Líder de Gestão de Ativos em África da PwC)

O relatório, denominado Africa Asset Management 2020 (Gestão de Ativos em África 2020), é um estudo aprofundado que examina o setor da gestão de ativos em 12 países africanos, que têm mercados financeiros em vários níveis de desenvolvimento. Os países, que representam uma amostra do norte, este, oeste e sul de África, foram avaliados através de uma série de indicadores relevantes para captar o seu verdadeiro potencial em termos de investimento. Os países foram divididos em três grupos: mercados em evolução, mercados promissores e mercados nascentes. Adicionalmente, o relatório destaca e analisa os agentes de mudança futuros para o investimento em África como um todo, para lá de abordar os impactos para estes mercados específicos.

Ilse French, Líder de Gestão de Ativos em África da PwC, afirma: “À medida que África entrou no Séc. XXI, o crescimento económico ultrapassou as expectativas e estimulou o interesse dos investidores relativamente a uma ampla gama de classes de ativos. Apesar do setor dos fundos em África, na maior parte dos países, ainda estar em desenvolvimento e ter muito que provar, é provável que os gestores de ativos globais e locais se tornem mais ativos à medida que o setor continuar a florescer.”

A PwC também prevê que:

•          O aumento global do volume dos ativos passíveis de investimento, que ocorreu ao longo das duas ou três últimas décadas, está pronto para continuar a aumentar no futuro e os ativos passíveis de investimento estão determinados a serem significativamente mais elevados em 2020 do que atualmente.

•          A pesquisa recente levada a cabo pela PwC estima que os AuM globais aumentarão cerca de 101,7 triliões de dólares até 2020. Apesar de África ser uma pequena parte do setor global, é uma região que está a registar um crescimento significativo.

É interessante notar que os pequenos investidores formam uma pequena proporção de investidores na gestão de ativos em África. Contudo, o relatório sugere que o número de pequenos investidores nestes mercados poderá ser aumentado através da educação sobre os produtos, do incentivo de uma cultura de poupança e investimento e do crescimento económico global.

Mercados de capitais em África

A regulamentação dos mercados de capitais varia consideravelmente em África, uma vez que a legislação e as estruturas regulamentares diferem entre países, refletindo o mercado e as diversas condições históricas. Em alguns países, a regulamentação dos mercados de capitais encontra-se sob o domínio do banco central, enquanto noutros, esta encontra-se sob os auspícios da comissão regulamentar independente.

Apesar da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em África estar a aumentar, a cultura de poupança e investimento ainda não acompanhou este crescimento e, na sua maioria, os mercados de capitais permanecem pequenos e ilíquidos. A regulamentação para impulsionar os mercados de capitais está em debate em alguns países, tal como o incentivo dos fundos de pensões para que estes invistam em empresas cotadas localmente.

Investidores e distribuidores

Espera-se que todas as partes dos setores dos serviços financeiros continuem a expandir-se até 2020 e em diante, mas os ativos bancários irão diminuir nos próximos anos uma vez que a concorrência é alimentada pelos novos participantes e pelas reformas regulamentares.

Vários bancos estabeleceram as suas próprias subsidiárias de gestão de ativos numa tentativa de impulsionar os produtos da sua própria marca. Alguns destes bancos também estão à procura de cooperação com gestores de ativos estrangeiros para promoverem as suas estratégias de investimento africano noutras partes do mundo em troca da promoção das estratégias de investimento de outros gestores de ativos em África. Os bancos têm a melhor rede de distribuição e provavelmente continuarão a ser os principais distribuidores no futuro. O setor dos fundos de pensões nos 12 países constantes deste estudo cresceu de forma estável entre 2006 e 2014 e espera-se que continue a crescer consideravelmente. À medida que estas economias atingem a maturidade, as pensões estão a tornar-se mais significativas como uma parte do setor dos serviços financeiros, embora muitos países continuem a não ter planos de pensões privados. Contudo, a mudança está em curso com a Mauritânia e o Gana a servirem de exemplo de países que criaram planos de pensões assentes em três pilares, abrangendo um terceira escalão de planos voluntários para os trabalhadores da classe média.

O setor dos seguros também está a crescer, mas África possui uma taxa de penetração média baixa de cerca de 3,5% do PIB, à exceção da África do Sul em que é superior a 15%. Tal como acontece com os fundos de pensões, as companhias de seguros subcontratam parte da sua gestão de ativos a entidades externas.

Investimento privado

Atualmente, o investimento em capitais privados (PE) é a forma mais interessante de investimento para os investidores estrangeiros, como resultado da iliquidez existente nos mercados de capitais. Mas a falta de disponibilidade das opções de saída permanece uma preocupação para os potenciais investidores em capitais privados em África.

As infraestruturas são também consideradas como sendo uma grande oportunidade de investimento. O Banco Mundial estimou que será necessário um gasto anual no valor de 93 mil milhões de dólares para atingir os objetivos de desenvolvimento nacional em África e colmatar as lacunas em termos de infraestruturas. Muitos países africanos demoraram mais tempo para conseguirem acompanhar a nível das infraestruturas e a recente incerteza económica sublinha ainda mais a enorme necessidade de restruturar as infraestruturas africanas.

Agentes de mudança: megatendências globais

“As megatendências globais e continentais significativas, às quais nos referimos como “agentes de mudança”, irão também ajudar a conduzir o mercado e a criar oportunidades futuras”, afirma a Sra. French.

“O dividendo demográfico de África, a sua classe média em crescimento, a utilização crescente da tecnologia e a sua rápida urbanização irão ter todos um papel a desempenhar no desenvolvimento do setor de gestão de ativos em África.”

1.         Dividendo demográfico

Atualmente, África representa 15% da população mundial e 3% do PIB mundial e menos de 1% do mercado de ações mundial. Mas isto está a mudar. “Existirão diversas oportunidades e estas serão diferentes das existentes no mundo desenvolvido”, afirma a Sr.ª French. O crescimento populacional de África e o dividendo demográfico resultante poderão impulsionar o crescimento económico. O investimento é necessário em alguns setores para criar produtividade do trabalho e a diversificação económica e reduzir os índices de pobreza.

Se forem implementadas políticas para criar emprego suficiente para a força de trabalho alargada, o decréscimo das taxas de dependência deverá aumentar as poupanças e o investimento e criar uma procura substancial por produtos de poupança.

2.         Classe média em crescimento

A classe média africana aumentou substancialmente durante a última década. O relatório do Standard Bank sobre a classe média em África indica que a Nigéria adicionará 7,6 milhões de agregados familiares de classe média até 2030 e o Gana adicionará 1,6 milhões. As classes médias são associadas a uma grande ênfase sobre a educação e a poupança. Isto irá aumentar a procura por serviços financeiros e produtos de investimento sofisticados, tal como fundos de investimento pequenos, impulsionando significativamente deste modo o setor da gestão de ativos.

3.         Utilização crescente da tecnologia

A tecnologia está cada vez mais a mudar o cenário de África. Os serviços financeiros móveis progrediram, uma vez que grande parte da população acede à Internet através de dispositivos móveis comparativamente à Internet por linha fixa. A tecnologia móvel está também a melhorar os serviços financeiros em África através de um modelo não bancário e um modelo bancário. Contudo, a segurança dos dados poderá tornar-se uma preocupação central no futuro, necessitando de colaboração mais próxima entre as entidades reguladoras das telecomunicações e financeiras.

4.         Urbanização e infraestruturas

As fracas infraestruturas em África são um impedimento ao crescimento económico e são necessárias melhorias nesta área. A pesquisa da PwC sugere que os gastos em infraestruturas na África subsariana excederão os 180 mil milhões de dólares até 2025. O défice de investimento governamental cria oportunidades para o envolvimento de investidores privados, através de investimento direto ou de parcerias público-privadas.

Atualmente, a população urbana de África está a aumentar 1,1% anualmente e espera-se que tenha um grande impacto sobre os imóveis e as infraestruturas até 2020. Adicionalmente, os PE estão a crescer em toda a África. Apesar da maioria dos negócios serem de pequena dimensão, parece provável que o tamanho do negócio irá aumentar para estar em maior concordância com outros mercados emergentes, à medida que as suas economias e estruturas regulamentares se desenvolvem.

Desenvolvimento do setor dos serviços financeiros africanos

Os 12 países constantes deste estudo variam desde aqueles que possuem estruturas legislativas alargadas, tal como a África do Sul, a aqueles que se encontram em fases muito iniciais do desenvolvimento das suas estruturas regulamentares, tal como Angola.

É provável que as reformas regulamentares impulsionem o crescimento económico e estimulem o apetite dos investidores. Em particular, as alterações à regulamentação dos fundos de pensões poderão ter algum efeito sobre o setor da gestão de ativos, uma vez que as pensões públicas são normalmente os maiores investidores institucionais em muitos países africanos. Estas mudanças incluem permitir que os fundos de pensões invistam numa grande variedade de ativos ou o estabelecimento de um regime de pensões de três escalões.

Adicionalmente, os fundos soberanos (SWF) podem colmatar falhas existentes no que diz respeito ao financiamento até que as estruturas legais dos países africanos estejam suficientemente desenvolvidas para que estes sejam atrativos para outros investidores. “Como grandes investidores institucionais, os SWF poderão proporcionar um aumento considerável no setor da gestão de ativos em África, em particular porque estes são investidores a longo prazo que procuram rendimentos estáveis”, acrescenta Ilse French. O facto de a maior parte dos fundos utilizar uma proporção dos seus ativos para causar impacto nos investimentos a nível interno ou regional sugere que se tornarão fatores importantes nos mercados locais.

“Uma vez que os gestores de ativos procuram por novos canais de investimento e a concorrência se torna cada vez mais intensa, compreender as características dos mercados locais será crucial para entender o potencial desta fronteira final”, conclui a Sr.ª French.

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Contactos:

Ilse French: Líder de Gestão de Ativos de África da PwC

Escritório: + 27 (0) 11 797 4094

E-mail: ilse.french@za.pwc.com

OU

Jocelyn Newmarch: Gestora de Conta: Edelman, África do Sul

Escritório: + 27 11 504 4000

Telemóvel: + 27 84 462 1111

E-mail: Jocelyn.Newmarch@edelman.com

OU

Sanchia Temkin: Responsável pelos relacionamentos com a Comunicação Social, PwC

Escritório: + 27 (0) 11 797 4470

E-mail: sanchia.temkin@za.pwc.com

OU

Nonki Ndlazi: Agente de Ligação com a Comunicação Social, PwC

Escritório: + 27 11 797 0418

E-mail: nonki.ndlazi@za.pwc.com

Sobre a PwC:

A PwC (http://www.pwc.com) ajuda as organizações e as pessoas na criação do valor que procuram. Somos uma rede de empresas presente em 157 países, com mais de 195.000 colaboradores que estão empenhados em prestar serviços de qualidade em auditoria, fiscalidade e consultadoria. Saiba mais e diga-nos o que é importante para si, visitando-nos em www.pwc.com

PwC refere-se à rede PwC e/ou a uma ou mais das suas empresas membro, em que cada uma delas é uma entidade legal distinta. Consulte www.pwc.com/structure para obter mais informações.

SOURCE

PricewaterhouseCoopers LLP (PwC)


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