Posted by: APO | 18 March 2015

As megatendências globais criarão oportunidades de crescimento no setor imobiliário em todo o continente africano: Relatório da PwC


As megatendências globais criarão oportunidades de crescimento no setor imobiliário em todo o continente africano: Relatório da PwC

JOHANNESBURG, South-Africa, March 18, 2015/African Press Organization (APO)/ As megatendências globais, como a rápida urbanização e as alterações demográficas, criarão oportunidades de crescimento no setor imobiliário em todo o continente africano ao longo dos próximos cinco anos. “O ritmo das mudanças no mundo está a aumentar, havendo uma série de transições, conhecidas como megatendências globais, que estão a transformar a forma como as empresas e a sociedade funcionam”, afirma Ilse French, Líder do Setor Imobiliário da PwC Africa (http://www.pwc.com).

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(Ilse French, Líder do Setor Imobiliário da PwC Africa)

Photo 2: http://www.photos.apo-opa.com/index.php?level=picture&id=1835
(Kees Hage, Líder do Setor Imobiliário da PwC Global)

Logo: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/logos/pwc.png

“Cada vez mais, os investidores de todo o mundo estão atentos ao potencial de crescimento de África, particularmente o potencial demográfico do continente. O crescimento económico, a melhoria da estabilidade política e os investimentos contínuos em infraestruturas estão a abrir mercados que, outrora, eram inacessíveis”, acrescenta Ilse French.

Duas publicações lançadas recentemente pela PwC debruçam-se sobre os fatores que impulsionam o crescimento imobiliário no continente africano e destacam as megatendências atuais e emergentes neste setor que estão a moldar a “oportunidade africana” para os investidores.

A publicação inaugural da PwC, com o título Real Estate: Building the future of Africa (Setor Imobiliário: Construir o futuro de África), analisa o impacto das megatendências em África. Este relatório pretende apresentar uma avaliação do estado atual do setor imobiliário em África e demonstrar a forma como as megatendências vão criar oportunidades de crescimento nos principais mercados africanos.

O relatório analisa ainda o mercado imobiliário em dez países específicos da África Subsariana. Os perfis destes países oferecem informações sobre as influências locais, regionais e globais nos mercados imobiliários específicos de cada país, ilustrando os efeitos das tendências que se fazem sentir a nível nacional.

O relatório mostra que existem oportunidades significativas em todos os setores no continente africano. Em quase todos os mercados, a procura por espaços de retalho, para escritórios e industriais continua a superar a oferta, à medida que os ocupantes internacionais e locais respondem às novas oportunidades económicas. A enorme escassez na propriedade residencial em todo o continente dará origem a investimento privado em grande escala.

Além disso, a falta de financiamento local para projetos de infraestrutura proporciona uma plataforma para novas parcerias público-privadas. Também é provável que as alterações nas tendências demográficas e no comportamento dos consumidores criem uma grande procura por imóveis novos e diferentes até 2020 e depois.  De acordo com o relatório, assistiremos também à entrada de mais investidores especializados no mercado.  As previsões de rendibilidade líquida de 20% provenientes do investimento em centros comerciais, edifícios de escritórios ou complexos industriais nos países deste continente continuam a atrair novos investidores.

Entre as conclusões do relatório da PwC, foram identificadores os seguintes oito fatores de crescimento:

1.         A população jovem de África aumentará a procura por imóveis e por diferentes tipos de imóveis. Em todo o continente, haverá uma urbanização continuada, uma expansão das cidades atuais e o surgimento de cidades novas.

2.         A industrialização continuará a avançar no continente e será acompanhada por um rápido crescimento no setor do retalho.

3.         A exportação de recursos naturais e a agricultura continuarão a ser fontes de crescimento económico fundamentais, mas resultarão numa maior exposição de alguns países a riscos.

4.         A escassez de infraestruturas criará oportunidades de investimento.

5.         A influência das políticas e da legislação nacionais na decisão de investir aumentará, sendo que as parcerias locais tornar-se-ão cada vez mais importantes.

6.         Os progressos contínuos nos regimes de fundos de pensões, de mercados bolsistas e da banca promoverão o investimento e a maior diversidade de investidores aumentará a procura por oportunidades de investimento no setor imobiliário.

7.         A tecnologia terá impacto nas práticas de empresariais e de construção, bem como no comportamento do consumidor.

8.         A sustentabilidade será incorporada nos requisitos dos edifícios e dos ocupantes, sendo que os países africanos mais ambiciosos alterarão as conceções das cidades e as práticas de construção de edifícios.

Ao considerar estes fatores do crescimento, também é importante observar que existem fatores de risco específicos subjacentes ao desenvolvimento de África. Estes riscos incluem o impacto da instabilidade política e das alterações das políticas nacionais, regimes jurídicos complexos, a volatilidade das moedas locais e o intervalo temporal dos investimentos e das restrições relativamente a possíveis estratégias de saída.  Apesar de tais riscos, os investidores e os construtores imobiliários continuam a olhar para o mercado africano como uma ótima oportunidade.

Ilse French afirma: “Seria fácil subestimar o impacto das megatendências globais em África. Pois os mercados imobiliários deste continente não têm, tradicionalmente, conseguido acompanhar o ritmo das economias desenvolvidas e de muitas economias em vias de desenvolvimento. Comparativamente à média global, os níveis de investimento no setor imobiliário em África são baixos e existem desafios relevantes para a exploração das potenciais oportunidades.

“No entanto, a nossa investigação sugere que o impacto das megatendências globais será enorme em África. Este impacto criará um vasto conjunto de oportunidades para o setor imobiliário no continente africano, oportunidades essas que, em muitos casos, diferem daquelas que existem em mercados mais desenvolvidos”.

O impacto global destas tendências é fundamentado pelas conclusões de um segundo relatório, Global Emerging Trends in Real Estate® 2015,  (Tendências Globais Emergentes no Setor Imobiliário) que consiste numa previsão anual da confiança dos investidores imobiliários mundiais publicada conjuntamente pela Urban Land Institute (ULI) e a PwC.

Tendo por base a perspetiva de investidores imobiliários experientes, o relatório identifica várias “megatendências” que afetam os mercados mundiais, cada qual com implicações em termos de construção e investimento: aumento da urbanização (atualmente, a maioria da população mundial vive em áreas urbanas), alterações demográficas e sociais (incluindo um aumento significativo no número de pessoas mais velhas e idosas), avanços tecnológicos, o aumento do poder económico nos mercados emergentes (que se deve, sobretudo, ao crescimento da classe média) e as alterações climáticas.

Kees Hage, Líder do Setor Imobiliário da PwC Global, afirma: “Existe capital disponível para as oportunidades no setor imobiliário em muitos mercados de todo o planeta. A procura por melhores rendibilidades levou alguns investidores para mercados em vias de desenvolvimento e secundários, colocando-os no topo da curva de risco. Contudo, os investidores têm de encontrar um equilíbrio entre a necessidade de investir capital e a capacidade de gerar boas margens de lucro, numa altura em que existem grandes diferenças nas condições económicas em todo o planeta.

“Ao tomar as decisões de investimento, os investidores imobiliários têm de considerar diversas questões. No futuro terão certamente de abordar essas decisões de uma forma completamente diferente. É possível que as afetações de capital tenham de ser canalizadas para um conjunto mais vasto de tipos de ativos do que no passado, que vão desde alojamento para estudantes e lares de terceira idade a centros de dados e espaços de armazenamento pessoal”.

Além disso, o continente africano é incluído pela primeira vez no relatório. O relatório apresenta conclusões sobre o setor imobiliário atual em África, centrando-se nos principais mercados através de uma série de entrevistas aos intervenientes mais relevantes do setor, que dão as suas opiniões e apresentam a sua perspetiva sobre o clima de investimento.

Nas entrevistas realizadas foram destacados alguns temas vitais, entre os quais:

•          O setor cotado em África – os entrevistados afirmaram que o setor imobiliário cotado da África do Sul demonstrou um excelente desempenho, com lucros totais de 26,6%. O setor cotado da África do Sul mostrou um crescimento exponencial e apresenta agora uma capitalização de mercado ligeiramente acima de 350 mil milhões de rands, que foi impulsionada por um afluxo de capital no seguimento da introdução da legislação REIT (Fundos de Investimento em Imóveis), em 2013. Hoje, o valor deste setor sul-africano é semelhante aos valores dos setores correspondentes de Singapura e de Honk Kong. Contudo, o número de REIT com liquidez suficiente para atrair investimento estrangeiro é limitado, ao passo que o mercado imobiliário não cotado é dominado por instituições sul-africanas.

•          Desafios do investimento em África – os entrevistados indicaram que a dimensão dos investimentos disponíveis poderá não corresponder às necessidades de investidores institucionais de maiores dimensões, que requerem investimentos substanciais para entrar no mercado. Os investimentos até aos 20 a 30 milhões de dólares norte-americanos são comuns e proporcionam oportunidades aos investidores que pretendem retirar elevados retornos com este nível de investimento, como, por exemplo, consultoras financeiras de patrimónios familiares europeias. Os entrevistados também realçaram os significativos riscos ao desenvolvimento e intervalos de tempo, que é necessário ter em conta ao investir em África.

•          Financiamento em África – garantir financiamento na África do Sul não é visto como difícil, mas os entrevistados afirmaram que nos outros países do continente o financiamento poderá causar entraves aos investidores. Em todos esses países, o mercado financeiro é dominado por um pequeno número de instituições financeiras, que exigem participações de até 50% para assegurar o financiamento de projetos. Esta situação apresenta oportunidades às instituições concedentes de crédito para entrarem no mercado em apoio a construturas e investidores regionais.

•          O impacto das megatendências em África – as tendências registadas pelos entrevistados incluem o impacto contínuo da urbanização, com a observação de que, na África do Sul, algumas cidades pequenas estão a ser marginalizadas à medida que as grandes áreas metropolitanas se desenvolvem. Os construtores são prudentes quanto ao tamanho e ao número de empreendimentos de retalho a curto prazo, com horizontes de planeamento a cinco anos, que dão tempo para que os hábitos de consumo se desenvolvam e acompanhem o ritmo crescente da oferta.

Ilse French afirma: “À medida em que os investidores imobiliários de todo o mundo são confrontados com o desafio de obterem valor e retorno numa altura em que as principais propriedades se estão a tornar sobrevalorizadas em quase todos os mercados, o continente africano assume agora maior interesse. Acreditamos que o setor imobiliário em África tem impulsionadores únicos para o crescimento, conforme é destacado nos dois relatórios publicados pela PwC”.

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Sobre a PwC:

A PwC (http://www.pwc.com) ajuda organizações e indivíduos a criar o valor que procuram. Somos uma rede de empresas em 157 países com mais de 195.000 pessoas empenhadas em proporcionar serviços de seguros, tributação e consultoria de qualidade. Saiba mais em www.pwc.com e diga-nos o que é importante para si

PwC refere-se à rede da PwC e/ou a uma ou mais das suas empresas parceiras, cada qual constituindo uma pessoa coletiva em separado. Consulte www.pwc.com/structure para obter mais detalhes.

Contactos:

Ilse French: Líder do Setor Imobiliário da PwC Africa

Escritório: + 27 11 797 4094

E-mail: ilse.french@za.pwc.com

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Jocelyn Newmarch: Gestora de Conta: Edelman, África do Sul

Escritório: + 27 11 504 4000

Telemóvel: + 27 84 462 1111

E-mail: Jocelyn.Newmarch@edelman.com

OU

Sanchia Temkin: Chefe de Relações com a Comunicação Social da PwC

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E-mail: sanchia.temkin@za.pwc.com

SOURCE

PricewaterhouseCoopers LLP (PwC)


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