Posted by: APO | 18 September 2014

Espera-se que um maior acesso à Internet gere mais consumo no continente africano durante os próximos cinco anos: Relatório da PwC


Espera-se que um maior acesso à Internet gere mais consumo no continente africano durante os próximos cinco anos: Relatório da PwC

JOHANNESBURG, South-Africa, September 18, 2014/African Press Organization (APO)/ Um maior acesso à Internet irá gerar mais consumo do que qualquer outro produto ou serviço de comunicação social nos próximos cinco anos, na indústria de entretenimento e comunicação social da África do Sul, de acordo com um relatório emitido hoje pela PwC (http://www.pwc.com). Espera-se que o mercado de entretenimento e comunicação social registe uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 10,2%, no período de 2014 a 2018, atingindo um valor de 190,4 biliões de rands. O maior segmento será, indubitavelmente, a Internet. Estima-se que as receitas combinadas provenientes do acesso à Internet e de publicidade na Internet totalizem um valor de 71,6 biliões de rands em 2018, sendo responsáveis por 37,6% do total de receitas, de acordo com o estudo da PwC, South African Entertainment and Media Outlook: 2014-2018 (“o Estudo”).

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(Vicki Myburgh, Diretora para as Indústrias de Entretenimento e Comunicação Social da PwC South Africa)

Vicki Myburgh, Diretora para as Indústrias de Entretenimento e Comunicação Social da PwC South Africa, afirma: “O crescimento na indústria do entretenimento e comunicação social na África do Sul está a ser bastante impulsionado pela Internet e pela paixão dos utilizadores pelas novas tecnologias, especialmente tecnologia móvel, como é o caso dos smartphones e tablets, bem como de aplicações à base de análise de dados e serviços na nuvem. A tecnologia é, cada vez mais, estimulada pelas necessidades e expectativas dos consumidores.”

A quinta edição do “South African Entertainment and Media Outlook” da PwC apresenta dados históricos anuais do período de 2009 a 2013 e faculta previsões anuais para o período de 2014 a 2018 em 12 segmentos de entretenimento e comunicação social.

O Estudo inclui dados históricos e de prognósticos sobre Internet, televisão, entretenimento audiovisual, rádio, gravações musicais, publicação de revistas para o consumidor, publicação de jornais, publicação de livros para o consumidor e educativos, publicações entre empresas, publicidade fora de casa, jogos de vídeo e desporto. Faculta uma descrição detalhada destes setores.

O Estudo também inclui informação detalhada para a África do Sul, Nigéria e Quénia em cada um dos 12 segmentos da indústria.

Além da Internet, o Estudo prevê que o crescimento mais rápido será observado nos jogos de vídeo e rádio, os quais terão taxas de crescimento de 9% e 8,2%, respetivamente. “Os jogos de vídeo realizaram a melhor transição para uma plataforma digital, devido, em grande parte, à popularidade de jogos móveis, mas também devido ao maior potencial para a distribuição digital de jogos de consola”, acrescenta Myburgh. O estudo prevê que, em 2018, 27% das receitas provenientes de consolas sejam de plataformas digitais.

O segmento de crescimento mais lento na indústria de entretenimento e comunicação social será a indústria musical, de acordo com o estudo. Prevê-se que as receitas anuais registem um crescimento marginal com uma CAGR de 0,5%, mantendo-se relativamente estagnadas em 2,18 biliões de rands em 2018.

A televisão é o segundo maior segmento, com as projeções de receitas combinadas provenientes de assinaturas e publicidade a atingirem os 39,6 biliões de rands em 2018. O estudo mostra que a publicidade foi responsável por 38% das receitas na indústria do entretenimento e comunicação social em 2013, embora seja esperado que esta quota desça para 33% em 2018, devido, em grande parte, ao acesso à Internet aumentar substancialmente a quota de mercado durante o mesmo período.

Os maiores impulsionadores do crescimento no segmento desportivo serão provenientes de patrocínios e direitos de transmissão. Estima-se que as receitas totais provenientes do desporto na África do Sul alcancem os 20,5 biliões de rands em 2018 (subindo de 14,8 biliões de rands) e aumentando a uma CAGR de 6,7%.

O gasto realizado por utilizadores finais, composto pelo gasto de consumidores e de outros utilizadores finais em produtos e serviços produzidos pela indústria de entretenimento e comunicação social, aumentarão a uma CAGR de 12% durante os próximos cinco anos, de 72,8 biliões de rands em 2013 para um valor estimado de 128,1 biliões de rands. Embora exista uma alteração significativa na forma como os consumidores gastam dinheiro, as receitas provenientes de plataformas digitais noutros segmentos permanecem relativamente reduzidas. Não obstante, as plataformas digitais estão a registar um aumento em termos de receitas provenientes de consumidores e de publicidade. O estudo também mostra que é esperado um aumento a uma CAGR de 7,1% das receitas da indústria cinematográfica, durante os próximos cinco anos, atingindo 3,4 biliões de rands em 2018. O vídeo eletrónico também se está a propagar no segmento cinematográfico. Nos segmentos de revistas, jornais e livros, a plataforma digital apresenta uma adesão bastante

inferior, com as receitas provenientes de plataformas digitais para cada previsão a serem inferiores a 7% do total, mesmo em 2018. Embora os consumidores possam consultar sítios da Internet de jornais e revistas, a monetização destes consumidores apresenta dificuldades muito mais acrescidas para as empresas da indústria de entretenimento e comunicação social.

Nigéria

As receitas provenientes de entretenimento e comunicação social da Nigéria alcançarão um valor estimado de 8,5 biliões de dólares em 2018, representando um crescimento superior ao dobro do valor de 2013, situado nos 4,0 biliões de dólares, a uma CAGR de 16,1%. Isto representa uma das taxas de crescimento mais rápido do mundo. A Internet será o principal impulsionador na Nigéria, onde se prevê que o número de assinantes de Internet aumente de 7,7 milhões, em 2013, para 50,4 milhões, em 2018.

A televisão, na forma de taxas de publicidade, assinaturas e licenciamento, também se tornará, em 2018, num mercado avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, registando um crescimento estável.

Quénia

O Quénia registou um valor de 1,7 biliões de dólares em receitas provenientes de entretenimento e comunicação social em 2013, estando previsto que este valor aumente para 3,1 biliões de dólares em 2018. Novamente, é o acesso à Internet que impulsiona o crescimento. A televisão e a rádio serão responsáveis por receitas combinadas superiores a 1 bilião de dólares no final do período previsto.

Índice de Conectividade da PwC Africa

O objetivo do Índice de Conectividade da PwC é o de medir o estado da conectividade de todos os mercados na África Subsariana com uma população superior a 10 milhões. Os resultados apresentados no Índice destacam os mercados que proporcionam o maior potencial para um consumo futuro de serviços de entretenimento e comunicação social devido à sua maturidade relativa em termos de conectividade.

Enquanto o mercado mais maduro de África, não surpreende que a África do Sul lidere o Índice, visto oferecer um potencial significativo enquanto um mercado forte de entretenimento e comunicação social. Embora a África do Sul registe uma pontuação alta (83%) em termos de conectividade atual e qualidade de conectividade, continua a haver espaço para melhorar. Os serviços de banda larga móvel continuam a ser caros para os consumidores, com quase 0,5% do PIB per capita de um consumidor sul africano médio a destinar-se a serviços de banda larga móvel.

O Quénia (75%) também regista um bom desempenho na classificação, com o aumento contínuo na utilização de largura de banda internacional.

Embora a penetração da banda larga possa ser elevada – como no caso da Nigéria – isto não significa, necessariamente, que um país obtenha um resultado elevado. A 0,6% do PIB per capita médio nigeriano, o custo dos serviços de banda larga móvel é demasiado elevado.

A próxima onda de mercados em crescimento na África Subsariana

Em baixo, encontram-se destacadas três breves descrições de mercados da África Subsariana, com enfoque particular nos respetivos mercados de televisão e banda larga e na avaliação do escopo para crescimento nos seus setores de entretenimento e comunicação social.

Angola

Grande parte da comunicação social em Angola é controlada pelo governo. A liberalização da comunicação social é um processo gradual, e a mão cheia de operações de jornais e rádio “privadas” emergentes são, maioritariamente, financiadas – limitando a sua independência. Em lares com televisão, a penetração da televisão paga é elevada, registando um valor de 75%. A televisão abrange, atualmente, 28% dos gastos com publicidade, um número que é provável registar uma diminuição de dois pontos percentuais nos próximos cinco anos. Comparativamente, Angola apresenta uma boa conectividade, com aproximadamente um em cada dez angolanos com capacidade de aceder à Internet através de uma rede móvel e com dois por cento dos lares com capacidade de aceder a serviços de banda larga fixa. Contudo, a largura de banda internacional continua limitada. Caso se pretenda que o mercado de Internet do país seja melhor penetrado, será necessário um maior investimento em infraestruturas.

Gana

Uma infraestrutura de televisão e Internet relativamente madura no Gana ajuda a fazer deste um mercado no qual os consumidores estão mais recetivos à publicidade. No fim de 2013, 58% dos lares tinha acesso a uma televisão, de acordo com o estudo. Os principais quatro canais terrestres obtiveram 96% de tempo de audiência e 12% dos lares com televisão eram digitais. Apesar de um declínio em 2011, o total de receitas provenientes de publicidade voltou agora a subir, com o consumo total a atingir os 245.6 milhões de cedi ganeses (73,3 milhões de dólares) em 2012. O Gana regista uma boa pontuação no Índice de Conectividade. O governo parece estar empenhado em apoiar planos de crescimento para serviços de banda larga que sejam relativamente acessíveis, de um ponto de vista económico, em comparação com outros mercados no continente.

Tanzânia

No fim de 2013, 13% dos lares da Tanzânia tinham acesso a uma televisão, de acordo com a firma independente de análise e consultadoria Ovum. Este número desceu ligeiramente nos últimos dois anos como resultado da decisão do Estado em avançar com o final da televisão terrestre analógica antes de o público estar preparado, fazendo com que vários dos lares perdessem o respetivo acesso.

A Ovum prevê outra descida na adoção de televisão em 2015, quando ocorrer o final da televisão analógica, mas os números de pessoas com acesso à televisão voltarão a subir para um em cada cinco pessoas da população em 2019. A rádio domina o setor publicitário na Tanzânia, contribuindo com pouco mais de 50% de receitas, sendo a televisão responsável por, aproximadamente, 30%. Entre os três mercados observados nos nossos estudos, a Tanzânia obteve a melhor classificação. O governo adotou a concorrência e o papel do setor privado na melhoria do desenvolvimento económico e social.

Myburgh conclui: “O futuro pode realmente ser digital na África do Sul, tal como no resto do mundo – muitos dos produtos e serviços podem já ser fornecidos em formato digital. Mas acreditamos que o progresso no mercado de entretenimento e comunicação social da África do Sul será gradual e que continuam a existir muitas oportunidades para meios de comunicação social ‘antigos’ e ‘tradicionais’.”

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Contactos

Vicki Myburgh: Diretora para as Indústrias de Entretenimento e Comunicação Social da PwC South Africa

Escritório: + 27 11 797 4305

E-mail: vicky.myburgh@za.pwc.com

OU

Sunet Liebenberg: Diretora Sénior, PwC

Escritório: + 27 11 797 5310

E-mail: sunet.liebenberg@za.pwc.com

OU

Lindiwe Magana: Diretora de Relações com a Comunicação Social, PwC

Escritório: + 27 11 797 5042

E-mail: lindiwe.magana@za.pwc.com

Sobre a PwC

As empresas PwC (http://www.pwc.com) ajudam organizações e indivíduos a criar o valor que procuram. Somos uma rede de empresas em 157 países com mais de 184 000 pessoas empenhadas em proporcionar serviços de seguros, tributação e consultoria de qualidade. Diga-nos o que é importante para si e saiba mais em http://www.pwc.com.

SOURCE

PricewaterhouseCoopers LLP (PwC)


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