Posted by: APO | 14 August 2014

África: o crescimento está à vista, mas para onde deve olhar?


 

África: o crescimento está à vista, mas para onde deve olhar?

 

Até 2030, Luanda podem chegar a ser mais populosas que Londres atualmente

 

LUANDA, Angola, August 14, 2014/African Press Organization (APO)/ Os CEO de todo o mundo estão a reconhecer cada vez mais o potencial inexplorado da África Subsariana. Isto deve-se à margem demográfica ou dividendo demográfico inigualável de África. Prevê-se que em 2040 África possua a maior população ativa no mundo e que seja a economia com crescimento mais rápido, de acordo com um relatório publicado pela PwC (http://www.pwc.com).

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(Stanley Subramoney, Diretor Estratégico para os Mercados da Região Sul da PwC)

 

Estas projeções estão presentes no mais recente ‘Global Economy Watch’ (Observatório global de economia) da PwC, que se foca nas maiores cidades da África Subsariana.

 

A maioria das grandes empresas já estão ativas em pelo menos uma das quatro maiores cidades da África Subsariana: Lagos, Kinshasa, Nairobi e Joanesburgo.

 

Mas os economistas da PwC acreditam que as “Próximas 10” maiores cidades da África Subsariana é que deveriam estar na mira dos investidores estrangeiros. Prevê-se que a população destas cidades atinja quase o dobro até 2030, totalizando cerca de 32 milhões de pessoas. De facto, as mais recentes projeções da ONU mostram que, até 2030, duas das “Próximas 10” – Dar es Salaam e Luanda – podem chegar a ser mais populosas que Londres atualmente.

 

As cidades são normalmente os pontos de entrada das empresas que estão a tentar expandir para novos mercados internacionais, dado que permitem uma interação mais próxima com clientes num espaço geográfico relativamente pequeno, o que, por sua vez, ajuda a limitar os custos de distribuição.

 

Stanley Subramoney, Diretor Estratégico para os Mercados da Região Sul da PwC, afirma: “O relatório prevê que a atividade económica nas “Próximas 10″ cidades poderia crescer cerca de 140 biliões de dólares até 2030. Isto é praticamente o equivalente da produção anual atual da Hungria.”

 

Isto é uma estimativa conservadora, dado que não foi estabelecida nenhuma premissa para a apreciação da taxa de câmbio real, apesar da projeção de crescimento relativamente forte nestas economias.

 

“Além das tendências no que respeita a taxas elevadas do crescimento do PIB, urbanização rápida e a chamada margem demográfica que a África Subsariana possui, muitos outros fenómenos económicos na região estão a começar a apelar à comunidade de investimento global”, afirma o Dr. Roelof Botha, consultor económico para a PwC.

 

Estes incluem os seguintes:

 

•          novas descobertas significativas de minérios e recursos energéticos, especialmente a nível de ouro e gás;

 

•          investimento substancial em infraestruturas e formação de capital por parte do setor privado, que tem assistido a um aumento da percentagem de investimento total fixo em relação ao PIB de 17,7% em 2000 para 23% previstos em 2013;

 

•          crescimento sustentável no rendimento per capita, que impulsionou mudanças ao nível da procura com benefícios nos gastos no consumo doméstico em bens duráveis, semiduráveis e serviços;

 

•          a capacidade de um número crescente de países em aumentar o financiamento de projetos de infraestruturas no mercado de capital internacional, especialmente o Quénia e o Ruanda. Ambos os países conseguiram vender recentemente obrigações de dívida pública globalmente com taxas de rendibilidade de um dígito, o que evita a necessidade de custos excessivos do serviço da dívida.

 

Consequentemente, no ano passado, regressou-se a um crescimento sólido a nível do investimento direto estrangeiro (IDE) em várias das principais economias africanas, afirma o Dr. Botha.

 

Mas, de acordo com o relatório, existem três problemas que podem atrasar o ritmo a que as “Próximas 10” maiores cidades da África Subsariana crescem. São problemas que os países subsarianos têm vindo a tentar resolver há muitas décadas com sucesso limitado:

 

•          fraca qualidade de infraestruturas físicas, como estradas e linhas ferroviárias;

 

•          infraestruturas imateriais inadequadas, como escolas e universidades; e

 

•          dificuldades provocadas pela dificuldade que as instituições políticas, jurídicas e regulamentares sentem em lidar com uma economia maior e muito mais complexa.

 

“O desafio para os governantes está em como converter o dividendo demográfico de África numa realidade económica superando estes obstáculos. A história sugere que este processo não será rápido nem fácil. O desenvolvimento de infraestruturas é um fator essencial para o progresso em África e um requisito crucial para um crescimento sustentável e socialmente inclusivo. No entanto, os investidores devem criar os seus próprios planos para combater estes problemas através do apoio às competências necessárias para a criação de infraestruturas e aos programas de desenvolvimento”, conclui Subramoney.

 

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

 

 

Contactos

Stanley Subramoney: Diretor Estratégico para os Mercados da Região Sul da PwC

Escritório: +27 11 797 4380

E-mail: stanley.subramoney@za.pwc.com

OU

Lindiwe Magana: Diretora de Relações com a Comunicação Social, PwC

Escritório: + 27 11 797 5042

E-mail: lindiwe.magana@za.pwc.com

 

Sobre a PwC

As empresas PwC (http://www.pwc.com) ajudam organizações e indivíduos a criar o valor que procuram. Somos uma rede de empresas em 157 países com mais de 184 000 pessoas empenhadas em proporcionar serviços de seguros, tributação e consultoria de qualidade. Diga-nos o que é importante para si e saiba mais em http://www.pwc.com.

 

SOURCE 

PricewaterhouseCoopers LLP (PwC)


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