Posted by: APO | 9 May 2014

O investimento estrangeiro directo em áreas anteriormente não utilizadas vai estimular a capacidade das infra-estruturas na África Ocidental, actualmente em rápido crescimento, afirma o Standard Bank


 

O investimento estrangeiro directo em áreas anteriormente não utilizadas vai estimular a capacidade das infra-estruturas na África Ocidental, actualmente em rápido crescimento, afirma o Standard Bank

 

JOHANNESBURG, South-Africa, May 9, 2014/African Press Organization (APO)/ O futuro da África Ocidental enquanto bloco económico competitivo requer novas soluções ao nível da tecnologia de energia e do investimento, para melhorar o acesso à energia e permitir a implementação de um programa de infra-estruturas de dimensão ambiciosa, de acordo com o Standard Bank (http://www.standardbank.com).

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Os decisores políticos, os governos regionais e os investidores debatem-se com a escolha dos melhores métodos para eliminar o risco do investimento nos novos modelos de negócios. Estão também a analisar os factores tecnológicos, regulamentares, financeiros e geopolíticos com capacidade para introduzir alterações profundas às condições gerais, a fim de repetir o sucesso já obtido com o acesso à energia.

 

“O desafio para estes mercados em crescimento é conseguir encontrar mecanismos de financiamento viáveis e criar um ambiente habilitador para, literalmente, dar energia ao futuro de um continente que aloja 15% da população mundial”, afirmou o Sr. David Humphrey, Director de Energia e Infraestruturas do Standard Bank. “Juntamente com o financiamento, as instituições de serviços financeiros estão a prestar mais atenção também à gestão do risco das taxas de juros e aos produtos de cobertura de preços – o mercado cambial e a cobertura de preços de combustíveis – bem como ao financiamento da divisa local com base em empresas, estruturas ou projectos”, acrescentou o Sr. Humphrey.

 

O Fórum Económico Mundial (WEF) assinala que, a par com o desacelerar das trocas comerciais inter-regionais devido à administração fronteiriça, as insuficiências ao nível quantitativo e qualitativo das infra-estruturas constituem um dos principais impedimentos ao crescimento do desenvolvimento na África Ocidental, bem como ao melhoramento da sua competitividade. O colmatar destas lacunas constitui parte integrante da solução.

 

Embora mais de metade do desempenho do crescimento melhorado de África possa ser atribuído a melhoramentos nas infra-estruturas, o WEF estima que sejam necessários 93 biliões de USD anuais até 2020 para financiar o desenvolvimento das infra-estruturas. O aumento da urbanização, o crescimento do mercado de consumo e o alargamento dos laços à economia mundial são elementos que colocam pressão adicional sobre a necessidade que as economias africanas têm de impulsionar estes investimentos.

 

Estes investimentos não podem ser encarados de forma circunscrita, nem desligados de um contexto económico mais alargado. A actividade económica mundial permanece em contenção e, apesar de sinais de fortalecimento em países com altos rendimentos, mantém-se uma exposição significativa aos riscos em baixa. Isto afecta factores como o fluxo das trocas comerciais internas, o custo de bens de produção e o aumento dos custos da energia.

 

Na África Ocidental, o surgimento de elementos participantes regionais e multinacionais nos sectores das finanças, comércio a retalho, bens de grande consumo, petróleo, energia e mineração está a abrir oportunidades económicas vitais para toda a região, a qual tem o crescimento mais rápido de toda a África. Os fluxos de investimento estrangeiro directo (dito “FDI”) que entram em países africanos aumentaram em 5%, para 50 biliões de USD em 2012, apesar de o FDI global ter caído em 18 por cento, segundo o inquérito anual da UNCTAD às tendências do investimento relatadas em 2013. O relatório revelou que os fluxos de FDI que entram na África Ocidental diminuíram em 5%, para 16,8 biliões de USD. Do investimento canalizado para os 2 principais países produtores de petróleo da região, o FDI no Gana manteve-se estável, em 3,3 biliões de USD, mas os fluxos de entrada na Nigéria decresceram em 21%, para 7 biliões de USD, sendo responsáveis por grande parte da diminuição dos fluxos para a região.  A Nigéria, contudo, está a reagir através da liberalização do seu sector da energia, tendo as empresas estatais de produção e distribuição sido vendidas ao sector privado em Outubro de 2013.  O sector está posicionado para um investimento substancial, aguardando a primeira revisão da regulamentação em 5 anos, a ser anunciada no futuro próximo.  Esta revisão irá ter de equilibrar a necessidade de investir para impulsionar um aumento da eficiência e da fiabilidade do serviço, contra o preço que o sector irá ser autorizado a cobrar aos consumidores.  Mas, se o preço for propício ao investimento e se forem aplicados os incentivos correctos, será de prever uma rápida melhoria ao longo dos próximos 2 a 3 anos.

 

Embora os recursos naturais continuem a ser a base principal para os fluxos de FDI em África, o FDI nos sectores da manufactura e dos serviços orientados para o consumidor está a começar a subir, reflectindo o crescimento do poder de compra da emergente classe média do continente. Entre 2008 e 2012, a quota de mercado das indústrias relacionadas com o consumidor no valor dos projectos de investimento estrangeiro directo em áreas anteriormente não utilizadas (ditos “greenfields”) em África cresceu de 7% do total para 23%.

 

Estas tendências encorajadoras são auspiciosas para a integração regional centrada nos investimentos em infra-estruturas. Na região, o sentimento geral em relação às infra-estruturas é de um nível de colaboração sem precedentes. De igual forma, prevê-se que os projectos de infra-estruturas para o continente ao longo da próxima década (aproximadamente) sejam de pendor cooperativo ainda mais vincado. Lançado em 2010, o Programa para o Desenvolvimento das Infra-estruturas em África (PIDA), encabeçado pelo Banco para o Desenvolvimento Africano (AfDB), tem por objectivo implementar projectos de infra-estruturas no valor de 68 biliões de USD até 2020.  Estes projectos destinam-se a galvanizar o desenvolvimento da economia africana, ao removerem o obstáculo constituído pelas infra-estruturas. As áreas críticas de interesse nas infra-estruturas africanas são as estradas, os caminhos-de-ferro, os portos, a água e a energia.

 

Para o plano de trabalhos pan-africano, é necessário o desenvolvimento de projectos transfronteiriços, nomeadamente os corredores de transportes e o abastecimento transnacional de água e energia. Estima-se que a actual cobertura rodoviária de África seja de 34%, enquanto a média de acesso à electricidade é de apenas 30%. A colaboração regional é especialmente importante para nações sem fronteiras marítimas, as quais chegam a pagar quase o dobro para poderem exportar as suas mercadorias, em comparação com nações costeiras.

 

Entre os principais 10 projectos de infra-estruturas actualmente em curso ou em fase de negociação em África inclui-se a Auto-estrada Abidjan-Lagos, a qual irá ligar 5 países da África Ocidental (a saber, de Oeste para Leste, a Costa do Marfim, o Gana, o Togo, o Benim e a Nigéria), ao longo de um trajecto predominantemente junto ao litoral.   O custo total previsto da auto-estrada é de 8 biliões de USD, estando o início da construção previsto para 2015 O Gana, que é o segundo maior produtor de ouro em África, está a lançar toda uma gama de projectos de infra-estruturas em grande escala, destinados a incentivar o potencial de crescimento da economia. Estes projectos dão resposta às grandes lacunas em infra-estruturas que afectam a economia, o que constitui um ponto focal da Agenda para o Crescimento e Desenvolvimento Partilhado do Gana (GSGDA).

 

A Nigéria, o país mais populoso de África, tem um dos mercados agrícolas mais fortes do continente, usufruindo de reformas e de investimento de capital; o Senegal está a articular o crescimento no aumento da exploração dos seus blocos de exploração petrolífera em alto mar; a Costa do Marfim está actualmente a trabalhar em conjunto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial para implementar reformas técnicas e institucionais, a fim de reduzir o fardo do sector da electricidade na orçamento, enquanto a estratégia de desenvolvimento a longo prazo dos Camarões assenta na necessidade de dar resposta às carências nas infra-estruturas dos transportes e da energia.

 

O Standard Bank reafirma o seu interesse em desempenhar um papel auxiliar activo no sucesso da economia da África Ocidental, continuando a expandir-se e a desenvolver a sua franchise na África Ocidental, como demonstra a recente abertura dos seus escritórios de representação em Abidjan, na Costa do Marfim.

 

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Standard Bank.

 

Emitido por: Magna Carta PR

Em nome do: Standard Bank

 

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Para mais informações, visite: http://www.standardbank.com ou http://www.standardbank.co.za

 

SOURCE 

Standard Bank


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