Posted by: africanpressorganization | 15 May 2012

Panorama do FMI sobre a África Subsariana: “Crescimento Sustentado em meio a Incertezas Globais”


 

Panorama do FMI sobre a África Subsariana: “Crescimento Sustentado em meio a Incertezas Globais”

 

WASHINGTON, May 15, 2012/African Press Organization (APO)/ — O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou hoje a edição de Maio de 2012 do

relatório Regional Economic Outlook: Sub-Saharan Africa. A Sra. Antoinette Monsio Sayeh,

Directora do Departamento de África do FMI, fez os seguintes comentários sobre as

principais conclusões do relatório:

“A despeito das difíceis condições externas, o PIB da África Subsariana cresceu 5 por cento

em 2011. A maioria dos países beneficiou desta sólida expansão, com algumas excepções:

a África do Sul sofreu os efeitos da fraca procura na Europa, enquanto os países da África

Ocidental foram atingidos pela seca no Sahel e o conflito civil em Côte d’Ivoire. Verificou-se

uma subida da inflação dos preços no consumidor, sobretudo na África Oriental, em parte por

causa da subida em flecha dos preços mundiais dos produtos alimentares e energéticos.

A nossa expectativa para 2012 é que o crescimento do produto na África Subsariana continue

vigoroso. Embora o crescimento mundial moderado deva inibir a expansão das exportações,

alguns factores pontuais, como o arranque de novos projectos extractivos em diversos países,

ajudarão a elevar a taxa de crescimento da região para 5,5 por cento. Mas este desempenho

comporta variações: o PIB dos países de médio rendimento reflecte mais proximamente o

abrandamento da economia mundial, enquanto algumas sub-regiões sofrem os efeitos

negativos das secas, ainda que estes efeitos sejam temporários. Prevê-se uma moderação das

taxas de inflação, mais notadamente nos países da África Oriental que promoveram o aperto

da política monetária.

Este cenário favorável na generalidade está sujeito a riscos bastante claros em face das

incertezas mundiais, inclusive o risco de novas tensões financeiras na zona do euro e a

possibilidade de fortes aumentos dos preços do petróleo provocados pelas incertezas

geopolíticas. É óbvio que uma economia mundial mais debilitada reduziria o ritmo de

crescimento da África Subsariana. Contudo, a resistência das economias da região durante a

actual crise económica mundial proporciona a confiança de que ainda é possível registar um

crescimento sólido, mesmo diante de condições externas menos favoráveis.

Não há uma recomendação de política que se aplique a todas as situações. Nos países em que

o crescimento do produto é vigoroso e os défices orçamentais sofreram um agravamento

significativo no transcorrer da crise, os governos devem aproveitar a oportunidade para

reconstituir as posições orçamentais e conter a acumulação de dívida. Mas em países com

fortes vínculos com a Europa e onde o crescimento ainda é frágil, a consolidação fiscal seria

prematura, a não ser no caso de erosão da capacidade de contrair empréstimos. Os países que

estão em vias de reduzir as elevadas taxas de inflação precisarão de manter uma política

monetária restritiva até que haja sinais inequívocos de progressos.”

A Sra. Sayeh também chamou a atenção para as principais mensagens dos dois documentos

de referência contidos no relatório, que tratam dos sistemas bancários na África Subsariana e

das economias exportadoras de recursos naturais: “1) Embora a maioria dos sistemas

bancários subsarianos tenha demonstrado a sua resistência aos recentes episódios de tensão

financeira mundial, a célere expansão do crédito em alguns países é motivo de preocupação

e, em alguns casos, verifica-se um possível desfasamento entre o crescimento constante dos

grupos bancários pan-africanos e a correspondente capacidade de supervisão. 2) Os países

mais dependentes das exportações de recursos naturais não renováveis cresceram mais rápido

do que os países menos dotados desses recursos, mas também apresentaram volatilidade

consideravelmente maior no que respeita às suas exportações, receitas e ao crescimento do

PIB. Houve progressos na gestão macroeconómica da volatilidade das receita dos recursos

naturais nos últimos tempos, mas é possível reforçar ainda mais os quadros de política

macroeconómica e suavizar as oscilações dos gastos públicos ao longo do ciclo de preços das

matérias primas.”

O texto integral da edição de Maio de 2012 do relatório Regional Economic Outlook:

Sub-Saharan Africa pode ser acedido no sítio do FMI na Internet, no endereço http://www.imf.org.

 

SOURCE 

International Monetary Fund (IMF)


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