Posted by: APO | 14 November 2007

Angola

Version anglaise ci-dessous

Le Groupe de la BAD soutient la gouvernance financière en Angola

Tunis, le 14 novembre 2007 – Le Groupe de la Banque africaine de développement (BAD) s’est engagé à accompagner les efforts du gouvernement angolais pour améliorer la gestion des finances publiques pour soutenir une croissance saine avec réduction de la pauvreté, à travers l’approbation d’un prêt de 5,9 millions d’unités de compte (UC), soit 9,27 millions de dollars pour financer le projet d’appui à la gestion financière (PAGEF) du pays.

Le prêt a été approuvé par le Conseil d’administration du Fonds africain de développement (FAD),  le guichet concessionnel du groupe de la Banque, mercredi à Tunis. L’objectif  du projet est de renforcer les capacités en matière de gestion du patrimoine de l’Etat, du système de contrôle interne et externe des finances publiques. Le but global du (PAGEF) est la gestion transparente et efficace des ressources publiques, en vue de favoriser une croissance économique saine et mieux partagée.

Le projet s’inscrit dans le contexte stratégique du Programme général du Gouvernement et du document intérimaire de réduction de la pauvreté (DSRP-I),  qui prône notamment « la création d’un cadre macroéconomique favorable à la croissance et à la réduction de la pauvreté » et « le renforcement des capacités institutionnelles et l’amélioration de la gouvernance ». En contribuant au renforcement de l’intégrité et de la transparence du système budgétaire, à travers l’élaboration de budgets et de comptes généraux de l’Etat fiables sur lesquels s’exercera un contrôle externe effectif de la Cour des comptes,  le PAGEF contribuera au renforcement de la gouvernance financière, indispensable au maintien de la stabilité macro-économique et à l’amélioration de l’environnement des affaires pour les activités du secteur privé.

 Le PAGEF, en synergie avec les interventions des autres bailleurs dans le domaine de la gestion économique et financière, favorisera l’allocation des ressources publiques vers les secteurs sociaux prioritaires et les investissements nécessaires à l’activité du secteur privé, en vue d’une croissance saine et mieux partagée. Le projet est conforme à la stratégie d’intervention de la Banque en Angola telle que définie dans le Document de stratégie pays axée sur les résultats (DSPAR 2005-2007), notamment au niveau du deuxième pilier qui vise à créer les conditions favorables au développement du secteur privé.

Le coût du projet est évalué à 6,57 millions d’UC. Le prêt du FAD couvrira 89,7% des dépenses. Le gouvernement prendra en charge le solde des dépenses en monnaie locale, soit 0,68 million d’UC, ce qui représente 10,3 % du coût total du projet.

Les opérations du Groupe de la BAD en Angola ont démarré en 1983. Depuis, la Banque y a financé 32 opérations, pour un montant de 298,7 millions d’UC, soit 469,3 millions de dollars.

AfDB Group Supports Financial Governance in Angola

Tunis, 14 November 2007 – The African Development Bank (AfDB) will support efforts by Angola’s government to improve public finance management to sustain economic growth and reduce poverty, following the approval of  a loan of 5.9 million Units of Account (UA*), about US$ 9.27 million to fund the Financial Management Support Project (PAGEF) in the country.

 

The loan was approved by the Board of Directors of the African Development Fund (ADF), the concessional window of the Bank Group on Wednesday in Tunis. The objective of the project is to strengthen institutional capacities in the areas of state property management, internal and external audit systems. The ultimate goal is to ensure transparent and efficient public finance management in order to promote a more equitable economic growth.

 

The project falls within the strategic context of the Government’s General Program and its interim Poverty Reduction Strategy Paper (PRSP-I), which aims in particular, “the creation of a favorable macroeconomic framework for growth and poverty reduction” and “institutional capacity building and improvement of governance”. By promoting transparency ant strengthening the integrity of the budget system, through greater accuracy of budgets and General State Accounts (GSA) as well as effective external audit by the Court of Auditors, the PAGEF will contribute to the enhancement of financial governance, necessary for macroeconomic stability and improvement in the business environment for private sector activities.

 

The PAGEF will, in conjunction with the interventions of other development partners in the area of economic and financial management, contribute to better targeting of public resource to priority social sectors and investments necessary for private sector development and a more equitable economic growth. The project is in line with the Bank’s intervention strategy in Angola, as defined in the Results-based Country Strategy Paper (RBCSP 2005-2007), especially the thrust on creating an enabling environment for private sector development.

 

The cost of the project is estimated at UA 6.57 million.  The ADF loan will cover 89.7% of the costs. The government will provide the remaining UA 0.68 million or 10.3% of the total cost of the project.

 

The Bank Group’s operations in Angola started in 1983. To date, the Group has committed a total of UA 298.07 million, about US$ 469.3 million in 32 operations in the country.

1UA = US$ 1.57188 = Kwanza 116.727 as at 14 /117/07

 

 

Portuguese version below

 

Grupo BAD apoia Gestão Financeira em Angola

 

Tunis, 14 de Novembro de 2007 – O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) apoia os esforços do governo de Angola na melhoria da gestão das finanças públicas de modo a promover o crescimento económico e a reduçao da pobreza. O empréstimo de 5,9 milhões de Unidades de Conta (UC[1]), cerca de US$ 9.27 milhões foi aprovado com o objectivo de financiar o Projecto de Apoio a Gestão Financeira (PAGEF) do país.  

 

O empréstimo foi aprovado, na quarta-feira em Tunis, pelo Conselho de Administração do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), a equipa concessional do Grupo do Banco. O objectivo do projecto é o de reforçar as capacidades institucionais em matéria de gestão do patrimônio do Estado, dos sistemas de auditorias interna e externa; almejando sobretudo assegurar uma gestão transparente e eficaz dos recursos públicos com vista a favorecer um crescimento económico mais equitável.

 

O projecto insere-se no contexto estratégico do Programa Geral do Governo e do Documento Interino para a Redução da Pobreza (DIRP – I), que visa particularmente “a criação de um quadro macro-económico favorável ao crescimento e a redução da pobreza” e “o reforço das capacidades institucionais, assim como a melhoria da governação”. Ao promover a transparência e o reforço da integridade do sistema orçamental, através da elaboração de orçamentos e de contas gerais do Estado fiáveis, bem como de auditorias externas eficazes realizadas pelo Tribunal de Contas, o PAGEF contribuirá para o reforço da gestão financeira, indispensável na manutenção da estabilidade macro-económica e na melhoria do ambiente de negócios para as actividades do sector privado.

 

O PAGEF, juntamente com a intervenção de outros parceiros de desenvolvimento na área de gestão económica e financeira, contribuirá para uma melhor alocação de recursos públicos para os sectores sociais prioritários, bem como para os investimentos necessários ao desenvolvimento do sector privado e para um crescimento económico equitável.  O projecto enquadra-se na estratégia de intervenção do Banco em Angola, como definido no Documento de Estratégia do País baseado em Resultados (2005-2007), nomeadamente no resultado referente a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento do sector privado.

 

O custo do projecto é estimado em 6.57 milhões de UC. O empréstimo do BAD vai cobrir 89.7% dos custos. O governo irá providenciar os restantes 0.68 milhões de UC ou seja 10.3% do custo total do projecto.

 

As operações do Grupo do BAD em Angola tiveram início em 1983. Até a presente data, o Grupo já engajou 298.07 milhões de UC, cerca de US$ 469.3 milhões em 32 operações no país.             


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