Posted by: APO | 18 February 2013

O que é que mata uma mulher AFRICANA a cada minuto todos os dias? / O Inquérito Mais Importante Sobre a “Vida” que Alguma Vez Irá Ler


O que é que mata uma mulher AFRICANA a cada minuto todos os dias? / O Inquérito Mais Importante Sobre a “Vida” que Alguma Vez Irá Ler

ACCRA, Ghana, February 18, 2013/African Press Organization (APO)/ O Inquérito Mais Importante Sobre a “Vida” que Alguma Vez Irá Ler

Todos os inquéritos começam com uma pergunta simples.

O que é que mata uma mulher AFRICANA a cada minuto todos os dias?

A: SIDA

B: CANCRO

NENHUMA DAS RESPOSTAS FORNECIDAS

A RESPOSTA É?

C: GRAVIDEZ E PARTO

Algures em ÁFRICA, uma mulher morre a cada minuto todos os dias por motivos relacionados com a gravidez e o parto.

E o que mais custa a aceitar, mesmo para as nações africanas mais prósperas, é o seguinte: dar à luz à próxima geração do continente é um dos fatores que mais mata as mulheres africanas.

Mas apesar de ser evitável, acontece com frequência: hemorragias descontroladas, infeções, escassos cuidados médicos e falta de acesso à educação estão no centro desta situação oculta.

As mulheres que sobrevivem poderão vir ainda a sofrer consequências. Por cada mulher que morre durante o parto, calcula-se que existem outras 30 que contraem lesões ou doenças ao dar à luz. As mulheres mais pobres de África são as mais vulneráveis.

Mas as mulheres não são as únicas vítimas. As crianças recém-nascidas têm uma maior probabilidade de morrer simplesmente porque ficaram órfãs de mãe.

Há demasiados bebés a morrer desnecessariamente. Em África, mais de um milhão de recém-nascidos morre todos os anos, ou seja, quase quatro a cada minuto.

Se África quiser avançar, há que fazer MAIS. SIGNIFICATIVAMENTE mais.

Hoje (18 de fevereiro de 2013), a MamaYe (http://www.mamaye.org), uma campanha de ação pública para salvar as vidas de mães e bebés, será lançada em cinco dos países mais afetados pelo problema da mortalidade materno-infantil: Nigéria, Gana, Serra Leoa, Malawi e Tanzânia. Esta é a primeira parte de uma campanha à escala do continente africano que irá recorrer à tecnologia digital e aos telemóveis para envolver o africano comum na luta mais importante de todas – a batalha para salvar as nossas mães e crianças.

Logo MamaYe: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/logos/mamaye.jpg

Fundamentalmente, a MamaYe irá desafiará o status quo – o fatalismo de milhões de africanos, novos e velhos, que aceitam as mortes de mães e bebés como um ato “natural” ou como a “vontade de Deus”.

A MamaYe é uma campanha para educar e incentivar as comunidades a tomar medidas coletivas e individuais em prol das suas mães grávidas. Irá procurar superar a crença enraízada de que a responsabilidade pela sobrevivência materna e infantil é de terceiros: do «governo», do «ministério» , dos «profissionais» , da «ONU» ou de doadores estrangeiros. Para a MamaYe, a participação ativa dos africanos como um todo é um fator crucial.

A MamaYe acredita que a tecnologia pode ensinar, motivar e mobilizar as pessoas a tomar medidas diretas para responder à crise materno-infantil em África.

Até 2016, prevê-se que haja mil milhões de telemóveis em África. 167.335.676 utilizadores de Internet e 51.612.460 utilizadores registados no Facebook. No Gana, por exemplo, o índice de penetração de telemóveis no país chegou à marca recorde de 80% da população do país.

A MamaYe foi lançada pela Evidence for Action que é financiada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido e dirigida por peritos africanos nos cinco países.

O Diretor para o Gana, Professor Richard Adanu, que é também Diretor da Escola de Saúde Pública em Acra, afirmou:

“Todos nós temos o poder e o potencial para salvar as vidas de mães e recém-nascidos.

Os homens que apoiam as suas esposas ao frequentar clínicas pré-natais ajudam a salvar vidas. Os taxistas que se disponibilizam para levar as mulheres às clínicas a tempo do nascimento também podem fazer o mesmo. Dar sangue voluntariamente também salva vidas, ajudando as mulheres que têm hemorragias durante o parto.

Os funcionários do governo que garantem que as clínicas têm bons stocks de medicamentos e outros bens essenciais são nada mais, nada menos, verdadeiros salva-vidas. As parteiras que respondem a uma situação de emergência a meio da noite são heroínas da sobrevivência materna.

Todos nós temos um papel que podemos desempenhar. O parto não é uma doença. Há décadas que sabemos o que é necessário para garantir a sobrevivência de mulheres e bebés durante o parto. Mas, para as nossas mães poderem sobreviver, o público africano também tem de se afirmar e assumir a sua responsabilidade, envolver-se mais e estar mais alerta.

A MamaYe irá fornecer os dados, informações e ferramentas necessárias para dar meios aos cidadãos para exigirem mudanças.

E basta UMA PESSOA para fazer a mudança.”

Visite http://www.mamaye.org para saber mais sobre como fazer uma mudança que pode salvar as vidas de mães e bebés em África. Neste website, pode encontrar testemunhos acessíveis, histórias de heróis e heroínas, compromissos feitos pelo Governo e as várias ações que pode empreender em prol desta causa importante.

Faça-se ouvir e reivindique mais, adira à campanha MamaYe em:

•    http://www.mamaye.org

•    http://www.Facebook.com/MamaYeAfrica

•    http://www.Twitter.com/MamaYe

Distributed by the African Press Organization on behalf of MamaYe.

Contacto: Rachel Haynes (para contactos nacionais, consulte em baixo)

E-mail: info@evidence4action.net

Contactos

Gana:

Nii Sarpei, Departamento de Comunicação: n.sarpei@arhr.org.gh

Maláui:

Mwereti Kanjo, Departamento de Comunicação: mweretik@gmail.com

Nigéria:

Morooph Babaranti, Departamento de Comunicação: m.babaranti@evidence4action.net


Serra Leoa:

Fatou Wurie, Departamento de Comunicação: f.wurie@evidence4action.net


Tanzânia:

Chiku Lweno-Aboud, Departamento de Comunicação: c.lweno-aboud@evidence4action.net

Notas para os editores

A MamaYe (http://www.mamaye.org) é uma campanha lançada pela Evidence for Action (E4A), um programa plurianual que tem por objetivo melhorar a sobrevivência materno-infantil na África subsariana. Financiada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, a campanha incide na utilização de uma combinação estratégica de testemunhos, promoção e responsabilidade para salvar vidas no Gana, Malawi, Nigéria, Etiópia, Serra Leoa e Tanzânia.

Web e redes sociais

Pan África: http://www.mamaye.org | Facebook.com/MamayeAfrica | Twitter.com/MamaYe

Gana: http://www.mamaye.org.gh | Facebook.com/MamayeGH |Twitter.com/MamayeGH

Malawi: http://www.mamaye.org.mw | Facebook.com/MamaYeMalawi |Twitter.com/MamaYeMW

Nigéria: http://www.mamaye.org.ng | Facebook.com/MamaYeNigeria |Twitter.com/MamaYeNigeria

Serra Leoa: http://www.mamaye.org.sl | Facebook.com/MamaYeSL|Twitter.com/MamaYeSL

Tanzânia: http://www.mamaye.or.tz |Facebook.com/MamaYeTZ |Twitter.com/MamaYeTZ

Factos sobre a mortalidade materno-infantil em África

Na África subsariana, o risco de morte materna ao longo de uma vida é de 1 em 16, em comparação com 1 em 2800 nos países desenvolvidos.

As mulheres que sobrevivem poderão vir ainda a sofrer consequências. Por cada mulher que morre durante o parto, calcula-se que existem outras 30 que contraem lesões ou doenças ao dar à luz.

Todos os dias, 444 mulheres morrem na África subsariana devido a motivos relacionados com a gravidez e o parto.

Em África, morrem mais de um milhão de recém-nascidos por ano.

A taxa de mortalidade infantil é de 44 mortes por cada 1000 nados-vivos.

A nível global, os países com os mais altos índices de mortalidade infantil situam-se principalmente na África subsariana.

Fonte: Organização Mundial da Saúde.

SOURCE

MamaYe


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