Posted by: APO | 23 November 2011

Moçambique / A corrupção está a agravar-se na África do Sul e a maior parte das pessoas paga subornos para serviços públicos (Transparency International)


Moçambique / A corrupção está a agravar-se na África do Sul e a maior parte das pessoas paga subornos para serviços públicos (Transparency International)

MAPUTO, Mozambique, November 23, 2011/African Press Organization (APO)/ Um novo inquérito da Transparency International mostra que a Polícia é vista como a entidade mais corrupta.

No ano passado, mais de metade das pessoas que tiveram contacto com os prestadores de serviços públicos – 56% – receberam o pedido do pagamento de um suborno, de acordo com um novo inquérito realizado em seis países do sul da África, publicado pela Transparency International (http://www.transparency.org), uma organização anti-corrupção.

Logo: http://www.apo-mail.org/Transparency_International.jpg

O inquérito também apurou que na região 62% da população acredita que a corrupção se agravou nos últimos três anos.

O relatório Daily Lives and Corruption, Public Opinion in Southern Africa i(Vidas quotidianas e corrupção, opinião pública no sul de África) inquiriu mais de 6 000 pessoas na República Democrática do Congo (RDC), Malawi, Moçambique, África do Sul, Zâmbia e Zimbabué entre 2010 e 2011.

As boas notícias são de que cerca de 80% destes inquiridos afirmaram a sua preparação para se envolverem no combate contra a corrupção e três quartos afirmaram que as pessoas comuns podem marcar a diferença no combate contra a corrupção.

“Os governos têm de despertar para o facto de que as pessoas já não toleram a corrupção e que têm de começar a reforçar as instituições fracas, em particular, a Polícia. As pessoas têm o direito de se sentirem protegidas pela Polícia e não assediadas”, afirmou Chantal Uwimana, Directora Regional para a África e o Médio Oriente da Transparency International.

O relatório constatou que todas as pessoas nos seis países mencionaram a Polícia com o serviço mais corrupto dos nove incluídos no inquérito e que a maior parte dos subornos são pagos à Polícia.

Os resultados mostraram algumas diferenças regionais. Em quatro dos seis países, os inquiridos indicaram o pagamento de subornos para a aceleração dos serviços na África do Sul e, na República Democrática do Congo são pagos mais subornos para evitar problemas com as autoridades.

Em cinco dos seis países, as pessoas confiam mais no governo do que em organizações não governamentais, a comunicação social, organizações internacionais ou no sector provado para o combate à corrupção. No Malawi, no entanto, confia-se tanto nas organizações não governamentais quanto no governo.

Distributed by the African Press Organization on behalf of Transparency International.

A Transparency International (http://www.transparency.org) é uma organização da sociedade civil, global líder no combate contra a corrupção.

Nota para os editores:

O inquérito incluiu perguntas relativamente aos seguinte nove serviços públicos: Polícia, tribunais, alfândegas, registos e alvarás, serviços de terras, serviços médicos, impostos, utilitários e educação.

Percentagem dos inquiridos que pagaram um suborno a um dos 9 prestadores de serviços: http://www.apo-mail.org/111122.jpg

Contactos para a comunicação social:

Maputo:

Milton Machel

+258827008345

miltonmachel@cip.org.mz

Berlim:

Thomas Coombes

+4930343020666

press@transparency.org

SOURCE

Transparency International


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